O que levo e o que deixo
Cairia bem formalmente desculpar-me dos disparates que fiz em 2006, agradecer publicamente tudo o que de bom me foi dado e fazer 565865756566 votos do que quero e deixo de querer para 2007...deveria? paciencia. nao sou assim.
nostalgica faço um balanço...
cresci como criança: aprendi a ver o sol sempre amarelo-pintainho, a fazer desenhos a lapis de cera, a gostar de surpresas, das fitas dos embrulhos e de dormi com um urso.
cresci como miuda vivida : bebi a ilusao, fumei a loucura, acordei sempre ressacada.convivios, tertulias das musas, jantares e festinhas e todas as outras coisas para as quais nao arranjamos pretexto mas nao deixamos de fazer.
cresci como filha da terra:dormi no chao da atalaia, sujei-me de lama, andei descalça na relva no jardim de ines que eu acreditei ser nosso, passei noites ao relento na figueira, contei as estrelas,apanhei chuva pla cabeça, rebolei na areia de vila do conde, deixei o sol dourar-me a pele ate estalar, inundei-me de agua , fui uma estrela do mar.
cresci em idade: fiz 18 anos , passei a ser maior, mas nao lucrei nada com isso. ainda nao votei, ainda nao tenho carta, tambem nao casei , nao fui presa. por isso é exactamente como ser menor de idade.
cresci como ser reflexivo: ouvi a chuva na vidraça, rezei de maos postas, dei o no cerebral e desfi-lo varias vezes, tive de tomar opçoes que marcaram a minha vida , que a fizeram tomar um rumo que ainda nao sei qual é.continuarei a pensar.
cresci ideologicamente: convicta do que penso, a perder a vergonha de intervir, e mesmo que o tempo , esse bandido , nao me chegue para tudo o que quero, nao deixo de viver Abril todos os dias.
cresci cultural e artisticamente: li muito , ouvi muita musica que nao sabia existir, perdi-me em teias cinematografias, continuo a respirar ballet por todos os poros, consegui realizar um sonho que tenho desde menina (obrigada a quem acreditou que eu ia ser capaz. so espero nao desiludir!), chorei muito perante aplausos, vibrei como as cordas por baixo de um arco de uma viola que nunca vou conseguir tocar decentemente, senti-me alguem em palcos longe de casa a cantar verdi, karl orff, denza ou qualquer outro que trago no peito, desfiz os nervos em bocadinhos nos camarins, pensei-me uma dama ao encarnar a Gwendolen e tantas outras personagens que nao no palco do teatro ,mas quotidianamente tenho de encarnar.
cresci em resistencia: magoei o corpo , a alma , mas nao desisti.
cresci como cidadã do mundo: fui a sevilha, a santiago de compostela, a curuña, vigo, sanxenxo, a paris, a asnieres, colombes, a washington, a filadelfia e a new york. porque viajar é a minha perdiçao e afinal o ano tem 365 dias. conheci gente estranha, vi museus maravilhosos, experimentei cheiros, aromas e sensaçoes que nao ha ca neste pais a beira mar plantado.tirei mil fotografias, falei em varias linguas, comprei presentes pra todos e guardei todos os bilhetes, cartoes, papelinhos e lembrancinhas que me fizessem recordar onde fui e com quem fui. vi a bela e o monstro na broadway e fui feliz!!
cresci como mulher: ines é viva! vive na memoria de todos como eu que acreditam que o amar nao é gritar de prazer, nao sao sorrisos e promessas, nao sao contratos que se fazem e desfazem como se de um negocio se tratasse. nao sao levar alguem a fonte dos amores para lhe jurar amor eterno e um tempo depois pedir desculpa, sair e levar um pedaço de vida. felizmente ines é viva.ines vive sem d.pedro. e vive tao feliz.ines ama para sempre.
cresci como pessoa: fortifiquei laços, criei novos e aqueles que desfiz era porque provavelmente nunca se tinham realmente dado. tenho novos amigos que me preenchem, amo os antigos cada vez mais, porque cada vez mais temos coisas em comum. vivi experiencias dramaticas, chorei , mas eu chorei tanto.... sobrevivi. ri de gargalhadas altas. fiz planos e cumpri-os, fiz planos e esqueci-os, nao fiz planos mas aconteceu. reforcei a importancia da educaçao e da etiqueca, da delicadeza e da classe que nao se compra , que nao vem nas etiquetas das roupas mas na nobreza dos gestos. afirmei sempre a minha opiniao e nunca deixei que decidissem por mim. ouvi conselhos, pedi conselhos, segui conselhos, dei conselhos. percebi que verdadeiramente nasci para ser mae, para cuidar e amar meus filhos, porque sem familia nao somos nada. apesar de 2006 nao ter sido feliz aqui, eu amo a minha familia. muito , muito. entreguei-me a causas, dei a alma a projectos, acreditei e venci, acreditei e perdi. mas nunca deixei de ser eu. nem em 2006 , nem em nenhum outro ano.
em 2006 so me arrependo daquilo que nao fiz.... mas nao tem mal... vem ai 2007... fa-lo-ei entao.
a todos um beijinho*porque vos amo e nao sei , nem quero viver sem voces!
nostalgica faço um balanço...
cresci como criança: aprendi a ver o sol sempre amarelo-pintainho, a fazer desenhos a lapis de cera, a gostar de surpresas, das fitas dos embrulhos e de dormi com um urso.
cresci como miuda vivida : bebi a ilusao, fumei a loucura, acordei sempre ressacada.convivios, tertulias das musas, jantares e festinhas e todas as outras coisas para as quais nao arranjamos pretexto mas nao deixamos de fazer.
cresci como filha da terra:dormi no chao da atalaia, sujei-me de lama, andei descalça na relva no jardim de ines que eu acreditei ser nosso, passei noites ao relento na figueira, contei as estrelas,apanhei chuva pla cabeça, rebolei na areia de vila do conde, deixei o sol dourar-me a pele ate estalar, inundei-me de agua , fui uma estrela do mar.
cresci em idade: fiz 18 anos , passei a ser maior, mas nao lucrei nada com isso. ainda nao votei, ainda nao tenho carta, tambem nao casei , nao fui presa. por isso é exactamente como ser menor de idade.
cresci como ser reflexivo: ouvi a chuva na vidraça, rezei de maos postas, dei o no cerebral e desfi-lo varias vezes, tive de tomar opçoes que marcaram a minha vida , que a fizeram tomar um rumo que ainda nao sei qual é.continuarei a pensar.
cresci ideologicamente: convicta do que penso, a perder a vergonha de intervir, e mesmo que o tempo , esse bandido , nao me chegue para tudo o que quero, nao deixo de viver Abril todos os dias.
cresci cultural e artisticamente: li muito , ouvi muita musica que nao sabia existir, perdi-me em teias cinematografias, continuo a respirar ballet por todos os poros, consegui realizar um sonho que tenho desde menina (obrigada a quem acreditou que eu ia ser capaz. so espero nao desiludir!), chorei muito perante aplausos, vibrei como as cordas por baixo de um arco de uma viola que nunca vou conseguir tocar decentemente, senti-me alguem em palcos longe de casa a cantar verdi, karl orff, denza ou qualquer outro que trago no peito, desfiz os nervos em bocadinhos nos camarins, pensei-me uma dama ao encarnar a Gwendolen e tantas outras personagens que nao no palco do teatro ,mas quotidianamente tenho de encarnar.
cresci em resistencia: magoei o corpo , a alma , mas nao desisti.
cresci como cidadã do mundo: fui a sevilha, a santiago de compostela, a curuña, vigo, sanxenxo, a paris, a asnieres, colombes, a washington, a filadelfia e a new york. porque viajar é a minha perdiçao e afinal o ano tem 365 dias. conheci gente estranha, vi museus maravilhosos, experimentei cheiros, aromas e sensaçoes que nao ha ca neste pais a beira mar plantado.tirei mil fotografias, falei em varias linguas, comprei presentes pra todos e guardei todos os bilhetes, cartoes, papelinhos e lembrancinhas que me fizessem recordar onde fui e com quem fui. vi a bela e o monstro na broadway e fui feliz!!
cresci como mulher: ines é viva! vive na memoria de todos como eu que acreditam que o amar nao é gritar de prazer, nao sao sorrisos e promessas, nao sao contratos que se fazem e desfazem como se de um negocio se tratasse. nao sao levar alguem a fonte dos amores para lhe jurar amor eterno e um tempo depois pedir desculpa, sair e levar um pedaço de vida. felizmente ines é viva.ines vive sem d.pedro. e vive tao feliz.ines ama para sempre.
cresci como pessoa: fortifiquei laços, criei novos e aqueles que desfiz era porque provavelmente nunca se tinham realmente dado. tenho novos amigos que me preenchem, amo os antigos cada vez mais, porque cada vez mais temos coisas em comum. vivi experiencias dramaticas, chorei , mas eu chorei tanto.... sobrevivi. ri de gargalhadas altas. fiz planos e cumpri-os, fiz planos e esqueci-os, nao fiz planos mas aconteceu. reforcei a importancia da educaçao e da etiqueca, da delicadeza e da classe que nao se compra , que nao vem nas etiquetas das roupas mas na nobreza dos gestos. afirmei sempre a minha opiniao e nunca deixei que decidissem por mim. ouvi conselhos, pedi conselhos, segui conselhos, dei conselhos. percebi que verdadeiramente nasci para ser mae, para cuidar e amar meus filhos, porque sem familia nao somos nada. apesar de 2006 nao ter sido feliz aqui, eu amo a minha familia. muito , muito. entreguei-me a causas, dei a alma a projectos, acreditei e venci, acreditei e perdi. mas nunca deixei de ser eu. nem em 2006 , nem em nenhum outro ano.
em 2006 so me arrependo daquilo que nao fiz.... mas nao tem mal... vem ai 2007... fa-lo-ei entao.
a todos um beijinho*porque vos amo e nao sei , nem quero viver sem voces!
